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Doenças e Prevenção

Fadiga Crônica

Prof. Dr. José Antônio Levy

IntroduçãoDescriçãoDiagnósticoTratamentoBibliografia

Descrição

Síndrome da Fadiga Crônica não caracteriza uma doença mas sim uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas. O primeiro sinal é uma declarada fadiga que vem inesperadamente e de maneira implacável, um cansaço ou uma exaustão em alguém que não teria nenhuma razão aparente para se sentir dessa forma. Freqüentemente encontramos também outros sintomas como, por exemplo, alterações do sono, depressão, dores, distúrbios intestinais, dores de garganta e febre leve.

Quais são os sintomas da síndrome?
O que pode causar a fadiga muscular?
De onde provém a energia muscular?
Quais são as causas da síndrome da fadiga crônica?
Quanto tempo pode durar a síndrome da fadiga crônica?

separador

Quais são os sintomas da síndrome?

Muitos órgãos podem ser afetados em uma síndrome e a pessoa com fadiga crônica pode apresentar muitos sintomas como:

  • Necessidade de aumentar o esforço para manter o mesmo nível de força: corresponde a um dos primeiros sintomas e ocorre devido a uma atividade deficiente dos músculos dos quais depende o esforço físico;
  • Dor muscular (mialgia): é também comum e demonstra um déficit de energia para o funcionamento da musculatura. Está muito relacionada ao esforço e, é um mecanismo de defesa do músculo para evitar sua lesão.
  • Distúrbios intestinais;
  • Alterações psíquicas: não são raras e podem estar relacionadas a algum comprometimento cerebral, o principal sintoma é a depressão;
  • Dores de garganta e febre baixa por longos períodos que podem ser acompanhados pela presença de gânglios sensíveis (linfonodos). Sugerem a existência de um processo inflamatório que poderia, talvez, ser a causa da síndrome;
  • Sono interrompido várias vezes à noite e não restaurador (o paciente acorda cansado);
  • Distúrbios da memória: sugere que o paciente não atinge uma das fases do sono normal, em que tanto a memória como outras funções cerebrais se reorganizam. Este último fato está bem comprovado, pois existe necessidade de certo repouso para que os vários estímulos recebidos pelo cérebro possam ser classificados, localizados e aproveitados, ou não, para o futuro.

[sobe]

O que pode causar a fadiga muscular?

A fadiga muscular ocorre certamente devida a alterações em vários mecanismos, que podem não estar relacionados a problemas primariamente musculares. As fibras nervosas motoras, por exemplo, que vão provocar a contração dependem de estímulos oriundos do cérebro.

Para que o processo ocorra normalmente, é necessário que:

  • não exista uma falha no número ou intensidade desses estímulos para provocar a contração muscular.
  • a membrana do músculo (membrana sarcolêmica) esteja em condições normais.
  • o músculo receba energia suficiente, não apenas para provocar a contração, como também a descontração das fibras musculares.

A fadiga é um sintoma comum de diversas doenças, tais como miastenia, anemia, problemas cardíacos e pulmonares, hipotireoidismo, déficit de potássio, Doença de Lyme (Borrelia Burgdorferi) e doenças virais - fadiga post viral - como hepatite B e C, brucelose, toxoplamose, herpes, HIV e ou outras.

[sobe]

De onde provém a energia muscular?

A energia muscular é liberada através da quebra do ácido adenosintrifosfórico (ATP), que provém de hidratos de carbono (glicose ou açúcares), gorduras e proteínas, encontrados nos alimentos.

No interior da célula muscular, existem corpúsculos denominados mitocôndrias, responsáveis pela respiração celular e fundamentais para a produção da energia celular. O mecanismo de produção de energia é complexo e envolve várias enzimas, como a fosforilase e a fosfofrutokinase, e outras substâncias, como os ácidos láctico e pirúvico. A falta ou excesso de algum desses componentes pode alterar todo processo.

[sobe]

Quais são as causas da síndrome da fadiga crônica?

A síndrome da fadiga crônica não tem ainda causa confirmada. Existem diversas teorias sendo investigadas, dentre as quais a doença ser desencadeada por um agente infeccioso, ser decorrente de uma resposta do sistema imune, entre outras.

[sobe]

Quanto tempo pode durar a síndrome da fadiga crônica?

Segundo estudos realizados, quando não for encontrada uma causa para a fadiga crônica, a afecção costuma durar em média 37 a 53 meses.

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Atenção: As informações contidas neste site têm caráter informativo e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.

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